qualidade do solo

Como avaliar a qualidade do solo na lavoura?

Um cultivo produtivo envolve uma série de fatores para ser considerado rentável. Um deles é a qualidade do solo, muitas vezes negligenciada por agricultores e pecuaristas que desejam garantir os melhores resultados para seus negócios.

Avaliar a qualidade do solo na lavoura vai muito além de ter uma terra fértil — é uma obrigação para quem deseja solicitar o crédito agrícola. Afinal, antes de disponibilizá-lo, a instituição financeira precisa ter a certeza de estar se comprometendo com um bom negócio.

Se você deseja entender ainda mais por que a análise da qualidade do solo é tão importante, continue lendo este artigo!

Quais fatores interferem na qualidade do solo?

Um solo com alta qualidade tem grande capacidade de infiltração, porosidade adequada e resistência em relação ao crescimento de raízes. Tendo todos esses fatores presentes, não só a germinação é otimizada, visto que o rendimento agrícola e a produtividade também aumentam.

Muitos investidores que desejam maximizar seus ganhos por meio da agricultura dependem de uma boa análise do solo para saber se seu investimento vale ou não a pena. Além disso, o financiamento rural é algo feito apenas sob garantia de baixos riscos. Alguns fatores que interferem na qualidade do solo são:

  • erosão, que é a ação de processos superficiais no solo — como a dos próprios maquinários;
  • salinização, que é uma alta concentração de sais na terra;
  • contaminação química, que descaracteriza a estrutura natural do solo.

Os motivos pelos quais esses fatores podem surgir são diversos, desde o uso inapropriado do maquinário da lavoura até o próprio clima tropical árido ou semiárido da região. Seja como for, é fundamental saber como avaliar de forma correta a qualidade do solo, otimizando as produções agrícolas. Entenda mais sobre isso abaixo.

Como avaliar a qualidade do solo?

A avaliação da qualidade do solo tem sido discutida por agências reguladoras internacionais há anos. Diversos parâmetros têm sido pontuados nesse momento, sendo eles divididos em físicos, químicos e biológicos. Conheça um pouco mais sobre cada um deles.

Indicadores físicos

Os indicadores físicos da qualidade do solo dizem respeito aos fatores de distribuição e arranjo de suas partículas. Aqui, é fundamental avaliar alguns aspectos, como condutividade hidráulica, porosidade, capacidade de armazenamento de água, densidade, compactação, textura, estabilidade de agregados e encrostamento superficial.

Para garantir um solo produtivo, é essencial equilibrar ao máximo os fatores citados, impedindo que a emergência das plântulas e o crescimento radicular sejam limitados e preservando a disponibilidade de água e a capacidade de infiltração entre os diferentes perfis do solo.

Indicadores químicos

Os indicadores químicos de qualidade do solo são focados, majoritariamente, na análise do quão férteis são os solos da lavoura. Um ecossistema equilibrado garante uma boa relação entre as culturas e os solos utilizados, sendo estes repletos de nutrientes e mantidos por água na quantidade e qualidade ideais.

Além disso, os indicadores desse tipo também apontam a presença ou a ausência de contaminantes no solo, que afetam diretamente seus fatores físicos. Alguns exemplos são: concentração de macro e micronutrientes, pH, capacidade de troca de cátions e de suprimento aquático para as plantas, salinidade e muito mais.

Bioindicadores

Finalmente, têm-se os indicativos biológicos — também chamados de bioindicadores — no momento de avaliar a qualidade do solo. Eles são essenciais, uma vez que não é possível considerar a terra como algo inerte, tendo microrganismos que atuam diretamente sobre ela. Alguns exemplos de bioindicadores são:

  • velocidade de decomposição;
  • presença (quantitativa) de qualquer tipo de matéria orgânica;
  • presença de nematoides e minhocas;
  • biomassa microbiana;
  • análise das enzimas presentes (em termos quantitativos e qualitativos);
  • diversidade animal e de micróbios.

Todos eles servem, entre outros fatores, para identificar problemas que podem vir a surgir no solo, revertendo-os a tempo ou minimizando-os. Isso, alinhado à análise dos outros fatores citados, atua de forma completa na hora de promover uma saúde otimizada para o solo da lavoura, aproveitando seu maior potencial.

Como melhorar a qualidade do solo?

Além dos indicativos acima citados, existem práticas pontuais que se mostram capazes de melhorar a qualidade dos solos das lavouras em geral, otimizando o processo de financiamento rural. Veja as principais abaixo.

Calagem

A calagem é um processo voltado para o controle de acidez no solo. Para que isso seja feito, ocorre a adição de cálcio. Além de aumentar o pH da terra, uma série de nutrientes ainda são fornecidos, otimizando o solo de regiões como as tropicais e as subtropicais. Esse processo traz resultados lentos e deve ser feito, no mínimo, com três meses de antecedência em relação à adubação.

Rotação de culturas

A rotação de culturas é um antigo método conhecido por quem deseja otimizar a qualidade de um solo. Ela consiste em plantar diferentes vegetais em uma mesma região de tempos em tempos. Essa ação é oposta à prática da monocultura, que prejudica o espaço ao longo do tempo.

Por meio da rotação de cultura, que deve ser idealmente feita com vegetais de diferentes sistemas radiculares, os resíduos que ficam no solo enriquecem o local e oferecem mais uma série de benefícios a quem deseja lucrar com o agronegócio, como:

  • redução da emissão de gases;
  • redução de pragas;
  • maior fertilidade;
  • aumento de matéria orgânica e carbono;
  • menores chances de compactação.

Adubação

A adubação é outra famosa forma de aprimorar a qualidade do solo. Ela consiste em inserir micro e macronutrientes que otimizam o crescimento da lavoura. Alguns exemplos deles incluem cobre, nitrogênio, níquel, potássio, molibdênio, fósforo, zinco, enxofre e muito mais.

É importante ter em mente que cada solo tem uma necessidade específica, o que faz com que a análise preliminar seja indispensável para garantir que a adubação correta seja feita no local. Isso determinará também as melhores técnicas a serem usadas nesse momento.

Como vimos, um solo de qualidade é fundamental para que um agricultor ou pecuarista obtenha bons financiamentos rurais e resultados com as lavouras. Para isso, é imprescindível que a análise do solo seja feita, permitindo que problemas sejam identificados e remediados por meio de boas práticas agrícolas.

Se você se interessou pela avaliação da qualidade do solo, não se esqueça de deixar seu comentário abaixo e de nos dizer o que você achou das informações deste artigo. Estamos sempre prontos para ouvi-lo!

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